Eu não deveria escrever nada disso, estou tentando programar minha vida pelo pensamento, mas sim, eu preciso, aliás, preciso não, quero,e vou falar um pouco sobre a dor, e automaticamente sobre o vazio, porque sim, é dor que eu estou a sentir agora. a dor da incapacidade, a dor de não conseguir tudo o que quero nem do jeito que quero, a dor de ter se transformado no que eu mais desprezo e colocar a culpa de tudo isso na vida e nas situações que me ocorreram. tenho pena de mim mesma. isso mesmo : pena ! por ser fraca, por ser tão podremente humana. por ter algo podre na minha alma : vaidade, egoísmo, soberba, luxúria, ódio ! talvez eu seja um brinquedo que já nasceu quebrado e sem concerto, talvez meu destino seja mesmo a solidão.
E eu que admiro tanto a luz, tanto as pessoas de bem, os atos de bem, os bons princípios, não tenho mais tanta certeza de que estou perto desse caminho. as lembranças esfregam na minha cara o passado o qual minha alma luta pra esconder de mim mesma, ele grita, ele fede. ele não me deixa em paz. ele me prende, ás vezes. ele faz meu subconsciente me avisar que eu não vou muito longe, que eu não tenho coragem, que eu não sou nada disso. aí fica essa contradição, automaticamente, essa mudança constante e irritante de personalidade, de humor, de sentimento, de vida. eu já pensei muito em procurar uma ajuda profissional, mas não, algo em mim diz que eu sou e serei forte o suficiente pra aguentar e superar essa barra de 500 mil kilos sozinha ... é só que, quando eu percebi que o sentimento mais puro que existia dentro de mim foi embora, eu fiquei desesperada, meu Deus, que tipo de monstro eu devo ter me tornado ? sem nada doce por dentro, sem nada doce por fora.
Eu escravizei e desprezei os seres que eu mais amavam, e os que eu mais amava. eu pensei únicamente na minha própria dor. dor mesquinha.
E ao contrário da fábula dos ratinhos tentando sair do leite, quanto mais eu remo, mais eu me afogo.
Escrevo como se fosse pra salvar uma vida, certamente a minha própria. ( Clarisse Lispector )
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Meu dia.
Estou com saudades de não sei o quê, só sei que é de coisa que não vivi. Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado, sentir o perigo perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão, sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas. Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca, e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer. Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebrá-la, como se eu pudesse ser o último no mundo a senti-la. Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas.
(autor desconhecido)
(autor desconhecido)
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A mais bela primavera !
E então a primavera chegou, trazendo consigo um dos melhores presentes que eu já recebi.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O dia em que eu gozei demais.
Tudo fazia crer que seria um dia como os demais. mas eu, no fundo, sabia que não. algo havia sido despertado em mim no dia anterior, um tesão pela vida, uma vontade de louca de viver cada segundo como se tivesse tendo orgasmos múltiplos. as lembranças, minha mente e o espelho me fizeram ver que sim, eu sou muito mais do que tenho pensado nos últimos anos, e isso me fez gozar mais do que qualquer homem ou mulher foi capaz até hoje de me fazer gozar, foi quase um jorro de porra masculino, me desculpe a linguagem, mas acho que sim, devo começar a aceitar minhas raízes e aceitar o que eu sou de fato, o que nós somos de fato, humanos, chega de censura, quero mais dias como esse ! quero e vou ter, porque percebi que eu estou no controle total da minha vida, dos meus momentos, e do meu estado de espírito, embora eu não possa mudar o que se passa ao meu redor, posso mudar o que se passa dentro de mim, e as pessoas frias que me desculpem, mas o prazer é fundamental. satisfação, é a palavra chave de novembro !
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